O Tesouro que somos

Partilhas do mês de Outubro

O tesouro que sou, e o tesouro que somos em comunidade

Comunidade de Luanda

Comunidade de Luanda

Partilha do dia 10

Entrega e doação na missão; generosidade e disponibilidade; amor à oração, ao Senhor e aos irmãos.

Partilha na vida fraterna; partilhamos a alegria, o trabalho. A partilha daquilo que cada uma faz enriquece a comunidade que é um dom.

Em cada uma das Irmãs há uma riqueza, em que cada uma contribui: as Irmãs são muito atentas, acolhedoras, humildes (capazes de reconhecer o que não está bem em si). Responsabilidade na missão e a dedicação de cada uma nas pequenas coisas. A nossa comunidade é mais para dentro, que é muito importante. Acolhemo-nos, sentimos alegria e damos o nosso melhor.

Cada Irmã é um tesouro e a vida comunitária um grande dom. Sentimos que estivemos atentas na ajuda mútua. Somos o dom da oração, da comunhão, da partilha do que somos e temos, o dom da fraternidade. O gosto de caminharmos juntas. Somos felizes porque o Senhor está no meio de nós, caminha connosco, caminha em nós a bendizer o Pai. É o dom da comunhão, da amizade. Que grande tesouro são todos estes dons para todas nós. As minhas Irmãs são muito importantes para mim e sinto que eu também o sou para elas. Somos o apoio umas das outras no seguimento de Jesus. Vivendo o dom da missão, cada uma é anjo para a outra. Ajudamo-nos umas às outras a bem seguir o Senhor. Animamo-nos e cuidamos umas das outras.

Às vezes há coisas que obscurecem o dom que a comunidade é, este tesouro, mas é normal, os santos também tiveram os seus “quês”. As rosas são belas, mas têm espinhos. Temos de limar esses aspectos e crescer no diálogo. As pessoas que se amam quantos sacrifícios não fazem para que haja harmonia. Pode ser que o nosso amor esteja enfraquecido. Por vezes sou fraca em dar aquilo que sou, mas sinto que me responsabilizo e estou atenta. Se não nos amarmos fazemos a fuga e nos sentimos excluídas.

 

Partilha do dia 17

No nosso dia a dia temos muitos a bater à nossa porta, a pedir comida, dizendo que têm fome, especialmente crianças. Passam pelos contentores do lixo a recolher as latas para vender (antes era a 100Kz por cada kg, agora estão a 200kz). Quando passam à nossa porta tocam a pedir qualquer coisa para comer.

A Irmã Juliana esteve com um grupo de adolescentes e jovens em Santa Isabel, falando da vocação. A Irmã Ana tem partilhado a vida nas escolas e na pastoral.

Comunidade de Luanda

Somos um dom para este povo da Maianga, acolhemos, servimos, doamos os nossos dons da fé, da esperança e da caridade. Somos uma comunidade de ministros, porque servas, que servimos os que nos rodeiam.

 

Partilha do dia 24

Aproveitando a sugestão que nos deram de conhecer a missão das Irmãs das outras comunidades, de três sugestões, decidimos escolher a Amareleja que se parece com a nossa missão e a resposta foi pronta e favorável. Assim se marcou o dia: 25, das 14h às 15,30h.

Foi bom este encontro fraterno, por vídeo chamada do whatsapp. A Irmã Lúcia do Rosário ainda em S. Mamede, as três Irmãs da Amareleja: Alzira, Maria Emília e Prazeres. E nós aqui em Luanda: Ana Maria, Juliana e Maria Pires. Sentimos grande proximidade ao ver as nossas Irmãs e ficamos a conhecer melhor a sua missão e a Irmã Ana recordou os seus tempos antigos. Gostamos de saber: que a Irmã Alzira se dedica à Mensagem de Fátima, aos cânticos na Missa, a um grupo de Adoração Eucarística e vai abrir a porta da Igreja para que as pessoas possam entrar e fazer uma visita ao Santíssimo, seguido de terço e missa; a dedicação da Irmã Maria Emília à Caritas paroquial, à catequese de crisma, aos afazeres burocráticos da Catequese Paroquial e aos funerais, sempre que é necessário; A Irmã Prazeres à catequese da infância, ao cuidado logístico da Igreja sempre que há a Eucaristia, Batismos e casamentos, prepara a casa mortuária para a Celebração dos funerais e tem muita atenção às famílias enlutadas. Se elas aceitam, reza com elas o terço nos velórios, antes do funeral, visitas aos doentes quando é possível. No tempo de pandemia, fez as suas visitas pelo telefone. Telefonava às pessoas.

Somos duas comunidades em missão, próximas das pessoas: servindo e amando…

As irmãs na Amareleja, gostaram muito da iniciativa das Irmãs em Luanda! Muito bem-vindas! Foi uma hora “bem contada” muito agradável!

Primeiramente, gostámos muito de ver a todas, inclusive a ir. Lúcia em Lisboa. Depois, saber notícias da saúde e missão de cada uma e das irmãs da Comunidade. Perceber que a ir. Mª Pires por duas ou três vezes foi abrir a porta. Algumas vezes, alguém pediu ajuda, outra vez, alguém a fazer oferta de roupas. Bonito! Muito bonito!

Até soubemos que a fruta do dia-a-dia da comunidade em Luanda são as papaias e as bananas oferecidas, semanalmente, pelo produtor. Ao ponto da ir. Prazeres dizer: “mandem para cá umas bananas”.

A ir. Lúcia, bem-disposta, mas retida em Lisboa por excesso de cálcio. A ir. Juliana prestes a terminar a sua formação social. A ir. Ana Maria envolvida com as escolas…

Percebemos as Irmãs envolvidas na missão de cada uma. Assim é a missão da Comunidade! Muito Bonito!

Gratas umas às outras por esta horinha de convívio fraterno! Um beijinho para cada irmã.

Não se esqueça de fazer o Lougout para sair em segurança desta Área Reservada.