Luiza Andaluz

Fundadora da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima

Luiza Andaluz nasceu a 12 de fevereiro de 1877, filha de pais profundamente cristãos, que a educam no amor e altruísmo pelos outros.

Era visita assídua o Cardeal D. José Neto que da pequena Luiza terá dito que “nunca tinha visto tamanha fé numa criança”.

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1877

Nasce a 12 de fevereiro

Na casa dos Viscondes de Andaluz em Santarém – hoje Casa Madre Luiza Andaluz – e é batizada a 15 de março na Igreja da Graça.

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1891

Recebe a 1.ª missão

Aos 14 anos Luiza inicia a sua atividade sócio-educativa: auxiliar as Irmãs Capuchas numa escola para crianças desfavorecidas.

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1908

É difamada pela imprensa

Luiza é alvo de campanhas de difamação, repetidas no ano de 1923.

Senti-me lisonjeada com tanta importância que me davam. O meu receio era que o meu pai retirasse as licenças que eu tinha para trabalhar.

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1910

Indigna-se com as consequências da implantação da República

nomeadamente, com a restrição à liberdade de imprensa e expulsão das ordens religiosas. Luiza acompanha a saída das Irmãs Capuchas de Santarém.

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1914

Abre a Casa de Trabalho a 7 de julho

Com o intuito de dar continuidade à escola das Irmãs Capuchas, Luiza abre a Casa de Trabalho (Externato) no Largo de S. Julião, Santarém, que nos finais de 1917 passa para o Palácio Braancamp.

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1915

Sente o chamamento à vida religiosa

Eugénia Santa Martha (irmã de Luiza) toma o Hábito no Carmelo de Echevacoiz (Espanha). A pedido da Prioresa do Carmelo, Luiza inicia o trabalho na Obra das Escolas Católicas, em Lisboa. Até 1922 renova anualmente o pedido de entrada no Carmelo, sendo sempre remetida para o trabalho nas escolas.

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1918

Em isolamento

na epidemia pneumónica, Luiza lidera uma rede de ajuda às vítimas e acolhe cerca de uma centena de órfãs do distrito de Santarém.

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1922

Visita o Carmelo a 23 de setembro

onde sente o apelo para fundar a Congregação. Luiza partilha a intuição com D. Manuel da Conceição Santos (Bispo de Évora) e contacta diversas senhoras para dar início à Obra.

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1923

Funda a Congregação 

Com o primeiro grupo de companheiras, abre um colégio na Casa Madre a 15 de outubro. Desde junho já um pequeno grupo de “servas” trabalhava na União Gráfica, em Lisboa, no lançamento do Jornal Novidades.

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1924

A 17 de fevereiro Compra o
Convento das Capuchas

em hasta pública, para albergar as órfãs que cuidava.

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1928

É condecorada a 12 de fevereiro

recebendo a Medalha “Pro Ecclesia et Pontifice” concedida por Pio XI e entregue em Santarém. Mais tarde, a 1 de março de 1930, é agraciada pelo Estado Português com a Comenda de Ordem de Benemerência. E em 1966, recebe a medalha de ouro da cidade de Santarém.

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1934

Sofre com a separação

Luiza, em grande sofrimento, vive a saída de um grupo de Irmãs e noviças que pretendiam uma vida de consagração diferente.

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1939

Vê aprovado o nome

Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima a 19 de abril e faz a sua consagração religiosa no dia da Ereção Canónica da Congregação a 11 de outubro. Luiza, aos 62 anos, juntamente com 24 Irmãs, realiza o apelo sentido tantos anos atrás.

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1940

Assiste à assinatura da Concordata
a 7 de maio

entre o Estado Português e a Santa Sé, que regularizou a relação entre ambas as partes após o conflito originado pela Lei da Separação do Estado e da Igreja de 1911.

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1946-47

Inaugura os Centros de Assistência Social

na Ericeira, Valado dos Frades, Benedita e Entroncamento, como forma pioneira de resposta sócio-educativa.

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1951

Escreve a História da Congregação

entre 1951 e 1954.

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1953

Aos 76 anos mantém-se em atividade

Luiza deixa o cargo de Superiora Geral, mas Colabora no Santuário de Fátima tendo iniciado o serviço de informação aos peregrinos, continuando assim a desenvolver as suas competências de acolhimento ao outro e de comunicar em 5 línguas.

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1962

Alegra-se com a expansão do
“seu querido” Colégio

onde sente o apelo para fundar a Congregação. Luiza partilha a intuição com D. Manuel da Conceição Santos (Bispo de Évora) e contacta diversas senhoras para dar início à Obra.

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1972

Abençoa a partida das primeiras Irmãs
para Moçambique

Luiza realiza um sonho antigo, com a abertura da primeira comunidade em Moçambique.

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1973

Morre aos 96 anos

a 20 de agosto, na Casa Geral, em São Mamede, Lisboa.

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1981

Reconhecimento de Direito Pontifício

A Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima é reconhecida de Direito Pontifício a 13 de outubro.

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1997

Canonização de Luiza Andaluz

Em Lisboa, dá-se a abertura do processo diocesano de canonização de Luiza Andaluz. Mais tarde, a 3 de abril de 2000, é aberto em Roma.

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2017

Luiza Venerável

O Papa Francisco declara Luiza como Venerável – a 18 de dezembro –, com a “Declaração das Virtudes Heróicas”.

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2022

Abertura LA CC

A 19 de abril, o Luiza Andaluz Centro de Conhecimento abre como um espaço contemporâneo e de vanguarda – em 3 casas fortemente ligadas à vida de Luiza – que torna possível experienciar Luiza e a missão da Congregação na atualidade.

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2023

Centenário da Congregação

Vivem-se os 100 anos da fundação da Congregação.

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