Surpresas que nos fazem felizes

Foi sob o signo da surpresa que realizámos o passeio anual da Região da Imaculada Conceição, no passado dia 16 de Junho. O ponto de encontro foi a Casa-Mãe. Antes, porém, de lá chegarmos, tivemos outros pontos de encontro, tendo em conta a situação geográfica das comunidades donde vínhamos: Norte, Centro e Sul. Assim, a Quinta do Candeeiro, tornou-se o primeiro local, onde muitas de nós fomos apanhar o autocarro, com destino a Santarém.

A primeira coisa que nos surpreendeu foi a presença das Irmãs da Casa Geral e do Noviciado. A sua participação deu-nos logo o sinal da importância que este passeio iria ter para toda a Congregação.

O autocarro saiu de Lisboa cerca das nove horas da manhã, a rumo a Santarém, fazendo a sua paragem obrigatória no “Pingo Doce”. Dali partimos para a Casa-Mãe, onde tivemos a possibilidade de saudarmos muitas das Irmãs que já tinham chegado, assim como as Irmãs da casa e, sobretudo, as Irmãs doentes e idosas. A alegria era a tónica dominante de todas, com expressões espontâneas de simpatia, carinho e amizade fraternas.

A Eucaristia foi um ponto importante e forte do encontro. Por volta das onze horas, iniciou-se a celebração presidida pelo Reverendo Padre Joaquim Ganhão que, na homilia, realçou a vocação de Maria como modelo de caridade, descentrada de si mesma e, que por isso, a fazia estar atenta às necessidades dos que não tinham “vinho”. Exortou-nos a estarmos vigilantes, como Ela, junto daqueles que nos rodeiam e que não têm o “vinho da alegria” do conhecimento do amor que Deus lhes tem. Destacou ainda a importância do espaço em que nos encontrávamos, tão recheado de história e de santidade da nossa Fundadora e de muitas outras Irmãs, e aconselhou-nos a sermos fiéis à raiz da nossa vocação e do nosso carisma.

Terminada a Eucaristia fomos de novo ao “Pingo Doce” apanhar o transporte que nos conduziria, não sabíamos para onde, mas com certeza a um local bom e aprazível. Foi isso mesmo. As Irmãs timoneiras da surpresa - Mª Luísa Maurício, Ana Cristina Pereira e Rita Lopes - deram orientações ao condutor que nos levou até à quinta do Casal Branco, em Almeirim. Ali nos foram dadas informações textos e imagens, bem selecionados , sobre a ligação amistosa de Luiza Andaluz à família Sobral, e mostrados os espaços que, muitas vezes, frequentou e donde recebeu preciosa ajuda para as “suas meninas”.

A grandeza e beleza da quinta foram outras belas surpresas. Uma grande adega, com duzentos anos de existência e com vinhos famosos, exportados para o estrangeiro. Mas não se ficava por ali. Era preciso atravessar a estrada e passar à margem direita da quinta. Para isso foi preciso que a “brigada de trânsito” obrigasse os condutores dos veículos a parar e a dar prioridade aos peões! Outra grande surpresa nos esperava: um enorme espaço térreo, onde frondosas árvores, com os seus verdes ramos, formavam uma imensa abóbada, que nos oferecia uma apetecível e agradável sombra. Sob este romântico teto havia muitas mesas postas, adornadas com toalhas brancas e perfumados manjericos, a dar-lhes um ar de festa popular. Esperava-nos a família Sobral, nas pessoas da Dona Sofia Sobral e do Dr. José Lobo Vasconcelos, que nos acolheram com enorme simpatia e amizade, e nos ofereceram um saboroso almoço. Era mais um delicioso sabor a juntar-se ao nosso dia fraterno.

Como havia dois aniversariantes ligados à família, foi-lhes feita a devida homenagem com o tradicional canto de “Parabéns a você” e a partilha de um saboroso bolo. A Congregação ofereceu, à família Sobral, um belo quadro da nossa Fundadora, que muito o apreciou e agradeceu. Por sua vez, a família ofereceu-nos um lindo quadro onde estava a família representada e a nossa Madre no seu meio.

Feitas as despedidas da quinta e da família Sobral, rumámos até ao jardim de Almeirim onde, cada comunidade pôs em comum, o lanche previamente preparado para o efeito. Toda a gente se regalou a saborear as abundantes gulodices apresentadas. As pessoas que passavam olhavam-nos surpreendidas pela simplicidade e partilha fraternas de tão numeroso grupo de senhoras!

O tempo corria veloz e impunha-se o regresso a casa. Cada Irmã tomou o seu lugar no autocarro ou nos carros “particulares” e se dirigiu ao seu local de origem. Não podemos deixar de referir a animação e a partilha feita ao longo de toda a viagem. Foi um maravilhoso dia que nos permitiu apertar os laços da amizade e saboreá-la com muita alegria e simplicidade.

Um bem-haja de muita gratidão às Irmãs que nos proporcionaram este belo passeio. Esperamos que, para o próximo ano, haja mais!

Irmã Arminda